sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas estão oficialmente abertos. É tempo de celebrar! JMPI2015



A competição de futebol dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas já está a todo vapor, 
A presidenta Dilma Rousseff e o ministro do Esporte, George Hilton, participarão da festa, que promete reunir os 1,7 mil atletas indígenas (1,1 mil nacionais e 600 estrangeiros) de 24 países – incluindo o Brasil.
Para o ministro, a realização dos Jogos é um momento ímpar para o país, que vai sediar até o encerramento da competição, em 31 de outubro, diversos fóruns para tratar das principais questões de interesse das comunidades indígenas.
 
“Para que se tenha uma ideia da importância do encontro, basta lembrar que esse evento está sendo organizado pelo Ministério do Esporte com o apoio do Pnud, que é um órgão da ONU que trata também das questões e das reivindicações indígenas no mundo todo. O Brasil, portanto, será um fórum permanente para discussão da temática que envolve a comunidade indígena”, afirmou Hilton durante o programa ‘Bom dia, ministro’ desta quinta-feira (22.10).
 
Por isso, coordenar a participação de povos indígenas de várias etnias, com hábitos e costumes diferentes, em uma competição não será problema. “O Brasil já tem uma expertise em fazer esses eventos. Foram vários eventos nacionais, realizados pelo Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena (ITC), que é muito bem organizado pelos irmãos Terena. Para isso, a gente colocou uma estrutura que vai permitir, não somente a integração dessas várias etnias, a troca de informações, mas também a oportunidade de aprender com as comunidades indígenas de outros países e transmitir nossa experiência, já que o Brasil tem uma atividade muito intensa no campo indígena”, explicou.
 
Fogo Sagrado
A integração entre os povos indígenas teve início já na terça-feira (20.10), quando as primeiras delegações desembarcaram em Palmas, e se completou no ritual de acendimento do Fogo Sagrado, na Praça dos Girassóis, nesta quinta-feira.
 
A cerimônia, que aconteceu ao pôr-do-sol, é realizada em ocasiões festivas. Para os indígenas, o fogo significa o nascimento de todos os esportes do mundo. É um processo espiritual de um encontro baseado na contemplação de toda forma de vida. A luz que ilumina os caminhos e a fumaça para limpar o ar das coisas ruins.
 
Para o cacique Jakurere Mpopare Pepkrakte, do povo Gavião, do sudeste do Pará, os Jogos atendem ao objetivo de fortalecer a cultura indígena. “Eu vejo como importante uma fonte de fortalecimento da cultura do povo indígena, porque as nossas tribos, os nossos povos, se dedicam mais para trazer a melhor apresentação para os Jogos. Costumes que talvez ficaram para trás, que a gente esqueceu de praticar nas nossas aldeias, estamos começando a resgatar para mostrar”, declarou.
 
O cacique Ciro Chonik, da etnia Charruas, do Uruguai, aponta que os Jogos Mundiais são um exemplo de paz e união não somente para os indígenas, mas para o mundo todo. “Estamos muito emocionados de estar aqui representando o povo Charrua neste maravilhoso evento que é um exemplo para todo o mundo. Estamos dando um grande exemplo ao mundo ao celebrar e compartilhar, porque sentimos que é possível viver de outra maneira, para toda a família humana, os indígenas e os não indígenas. Esse é para nós o sentido deste primeiro encontro mundial: dar um exemplo para todos os irmãos e irmãs, não importa sua pele, sua religião, sua crença”, disse.
 
Os Charruas esperam que esta primeira edição dos Jogos seja um primeiro passo para “reunir de novo toda a família humana”. “Estamos muito agradecidos ao Comitê Intertribal, aos nossos irmãos Carlos e Marcos Terena, que fizeram esse grande trabalho, realizaram esse sonho, às autoridades que colaboraram para que se realizasse esse encontro”, declara o cacique uruguaio.
 
 
Os Jogos
São um evento esportivo e cultural que reúne etnias brasileiras e internacionais, originado dos Jogos Nacionais dos Povos Indígenas, criados em 1996 por meio de uma iniciativa do Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena (ITC). Os Jogos Mundiais são realizados pelo ITC, com a parceria do governo federal, da prefeitura de Palmas, do governo de Tocantins e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Sua concepção foi construída com a participação de lideranças indígenas, da sociedade civil e de instâncias governamentais.
 
A cidade de Palmas participou de um processo de candidatura que começou em agosto de 2013, na edição nacional dos Jogos Indígenas em Cuiabá. Palmas concorreu com Belém e Marabá (PA). A escolha levou em conta o fato de o estado de Tocantins contar com cerca de 13 mil indígenas em seu território.
 
Serão disputadas as seguintes modalidades: arco e flecha, arremesso de lança, cabo de força, canoagem, corrida com tora, corrida de resistência (10km), corrida de velocidade (100m), futebol, lutas corporais, natação e canoagem, além de esportes e jogos tradicionais específicos de cada etnia (demonstrativos).
 
O evento será realizado na Vila dos Jogos, complexo esportivo adaptado às necessidades específicas das modalidades, que oferece ampla programação para o desenvolvimento de atividades das comunidades. Acontecerão competições também no Estádio Nilton Santos, em campos de futebol da cidade e no Rio Tocantins.O investimento do Ministério do Esporte nos JMPI inclui acordo de cooperação de US$ 13 milhões com o Pnud e convênio de R$ 4,2 milhões com a prefeitura.
 
Ascom - Ministério do Esporte, com informações do Blog do Planalto
Leia mais http://www.jmpi2015.gov.br/noticia/59 

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